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O mercado imobiliário no contexto da pandemia

Nesse momento em que o mundo enfrenta a COVID-19, estão em foco suas implicações nas mais diversas searas.

Na área de avaliação de imóveis, tem sido observado, no que diz respeito ao valor de mercado do aluguel que, com a pandemia, muitos proprietários e inquilinos se viram compelidos a renegociar ou mesmo por fim ao contrato de aluguel dantes pactuado, haja vista, principalmente, os inegáveis efeitos gerados na economia (recessão), afinal, como sua decorrência lógica, está a dificuldade encontrada por muitos inquilinos de manter o pagamento do aluguel em dia. Assim, alguns proprietários têm viabilizado uma flexibilização razoável nos contratos.  

Sobre esse tema, interessante mencionar que, seguindo posicionamento adotado pelo Vice-Presidente de Avaliação Imobiliária do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Luiz Barcellos, referenciado em artigo do site “Imóvel Magazine”, é a demanda que dita o valor de mercado. Como esta foi alterada em face da pandemia, o avaliador deve se atentar para as implicações diretas no valor dos aluguéis novos. Todavia não é possível estimar percentual que retrate tal quadro, já que as avaliações são feitas por comparação e os vários tipos de imóveis repercutem em demandas diferenciadas.

Já que o que dita os valores dos imóveis é a lei da oferta e da procura, no momento a demanda pode ser considerada reprimida, uma vez que as incertezas econômicas influenciam, em muitos casos, os compradores a adiar a decisão de comprar. Por outro lado, desejando liquidez, alguns compradores têm reduzido o preço, cedendo desconto para possibilitar a efetiva venda.

Do sobredito sítio da internet, entretanto, infere-se a posição otimista de Barcellos, ao passo em que restou mencionado que este avaliou a liberação dessa demanda reprimida realidade iminente assim que tiver fim esse período de pandemia. A queda nos preços dos imóveis, seguindo sua linha de raciocínio, estaria atrelada aos proprietários que intentam celeridade de venda, sendo, contudo, tendência geral a estabilidade.

Vale pontuar que, historicamente, as épocas áureas do mercado imobiliário também foram períodos de disponibilidade e facilidades no quesito obtenção de financiamentos. Em foco os incentivos para aumentar o volume de vendas, a exemplo de juros mais baixos (a taxa SELIC está no nível mais baixo desde sua criação) e fixos por até trinta anos, bem como prestações com os valores inalterados por dez anos.

Não se pode olvidar que as dificuldades econômicas influem em um crescimento na busca por empréstimos e financiamentos, surgindo, para tanto, a necessidade de garantia, a exigir avaliações. Noutro giro, eventual inadimplência a ensejar ação de execução, pode requerer avaliação do imóvel, sendo pertinente o auxílio de assistente técnico.

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