Artigo de agosto de 2020, mantido como registro. O cenário econômico descrito — Selic no mínimo histórico e demanda reprimida pela pandemia — não corresponde ao momento atual. A conclusão do texto, porém, segue válida: crise econômica aumenta a procura por financiamento, que exige avaliação de garantia, e por execução de dívida, que exige avaliação judicial e assistente técnico.
Nesse momento em que o mundo enfrenta a COVID-19, estão em foco suas implicações nas mais diversas searas.
O efeito sobre o valor dos aluguéis
Na área de avaliação de imóveis, tem sido observado, no que diz respeito ao valor de mercado do aluguel, que muitos proprietários e inquilinos se viram compelidos a renegociar ou mesmo pôr fim ao contrato antes pactuado, dados os efeitos gerados na economia. Como decorrência lógica, está a dificuldade encontrada por muitos inquilinos de manter o pagamento em dia. Assim, alguns proprietários têm viabilizado uma flexibilização razoável nos contratos.
Sobre esse tema, seguindo posicionamento adotado pelo Vice-Presidente de Avaliação Imobiliária do Conselho Federal de Corretores de Imóveis, Luiz Barcellos, é a demanda que dita o valor de mercado. Como esta foi alterada em face da pandemia, o avaliador deve se atentar para as implicações diretas no valor dos aluguéis novos. Todavia, não é possível estimar um percentual que retrate tal quadro, já que as avaliações são feitas por comparação e os vários tipos de imóveis repercutem em demandas diferenciadas.
Oferta, procura e demanda reprimida
Já que o que dita os valores dos imóveis é a lei da oferta e da procura, no momento a demanda pode ser considerada reprimida, uma vez que as incertezas econômicas influenciam, em muitos casos, os compradores a adiar a decisão de comprar. Por outro lado, desejando liquidez, alguns proprietários têm reduzido o preço, cedendo desconto para possibilitar a efetiva venda.
Infere-se a posição otimista de Barcellos, ao mencionar que a liberação dessa demanda reprimida seria realidade iminente assim que tivesse fim o período de pandemia. A queda nos preços, seguindo sua linha de raciocínio, estaria atrelada aos proprietários que buscam celeridade de venda, sendo, contudo, tendência geral a estabilidade.
Vale pontuar que, historicamente, as épocas áureas do mercado imobiliário também foram períodos de disponibilidade e facilidades na obtenção de financiamentos — juros mais baixos e fixos por longos prazos, bem como prestações com valores inalterados por anos.
Crise, garantia e execução
Não se pode olvidar que as dificuldades econômicas influem em um crescimento na busca por empréstimos e financiamentos, surgindo, para tanto, a necessidade de garantia, a exigir avaliações. Noutro giro, eventual inadimplência a ensejar ação de execução pode requerer avaliação do imóvel, sendo pertinente o auxílio de assistente técnico.
Precisa de um laudo ou de um assistente técnico?
Descreva o seu caso e retornamos com escopo, prazo e valor.
Falar no WhatsApp